O cenário corporativo tem sofrido profundas modificações e as empresas, como sempre, precisam adaptar seus processos para enfrentar uma nova era, com maiores desafios externos e internos. Nesse contexto, a gestão do capital humano tornou-se um grande diferencial para as companhias.

Essa abordagem estratégica, juntamente com a gestão de talentos e de competências trouxe conceitos dos quais os departamentos de Recursos Humanos precisavam para se tornar mais estratégicos.

Diferentemente dos processos mais burocráticos e tradicionais, aqueles que se referem à gestão do capital humano visam ao negócio. A função deles é buscar, de forma simplificada:

  • Melhorar os processos seletivos. Contratar pessoas dentro da cultura da organização e com as competências certas para cada vaga.
  • Conhecer bem os colaboradores.  Conduzir os processos de avaliação das equipes e direcionar ações de desenvolvimento com eficácia. Analisar indicadores e dashboards para tomadas de decisão.
  • Desenvolver as competências. Fazer a gestão do conhecimento e das competências da organização, além de promover ações formais e informais de capacitação.
  • Alinhar metas e objetivos. Apoiar na estruturação dos objetivos organizacionais e no alinhamento das metas individuais dos colaboradores.
  • Engajar e reter os talentos. Promover ações de reconhecimento e bonificação dos melhores colaboradores. Gerenciar processos de sucessão e mobilidade interna.
  • Estender o conhecimento. Muitas organizações possuem um ecossistema de parceiros, fornecedores e clientes, onde se encontra um capital humano de grande valor. Ampliar o conhecimento e desenvolver pessoas fora ambiente interno é muito estratégico nesse cenário.

Neste post, você vai perceber a importância da correta gestão do capital humano. No entanto, para chegar lá, é preciso entender o significado dessa expressão. Vamos começar?

O que é capital humano?

Quando falamos em capital, logo pensamos nos aspectos econômicos. Transportando para o universo dos recursos humanos, a expressão se refere a todo o potencial que a empresa concentra — por meio de conhecimentos, experiências e habilidades dos seus funcionários — para impulsionar o resultado em ganho financeiro.

O termo foi popularizado por Gary Becker, da Universidade de Chicago, e não deve ser entendido somente como “os membros que fazem parte da empresa”. A expressão traduz as capacidades e as possibilidades que as pessoas agregam aos negócios em:

  • Nível econômico e estratégico.
  • Diferenciais criativos.
  • Conhecimento e inovação.

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Por que sua gestão é importante?

O capital humano é um ativo valioso para a organização (muitas vezes o principal) — intangível, mas que traz retorno mensurável. Se esse é o verdadeiro bem da empresa, é necessário criar mecanismos de acompanhamento e gestão que permitam extrair seus melhores atributos.

Ele não pode ser tocado fisicamente (lembre-se: não se trata somente das pessoas em si), mas é possível usufruir dele para gerar receita.

Afinal, todo o poder intelectual dos funcionários, suas respectivas formações, experiências profissionais e até mesmo seus atributos pessoais (simpatia, bom relacionamento interpessoal e ousadia) contribuem para o alcance de um alto desempenho nos negócios.

Esse longo e valioso arcabouço profissional que cada colaborador traz deve ser capitalizado. O papel da liderança é saber como fazer isso da melhor forma.

Criar um memorial para que as experiências positivas e negativas dos funcionários sejam registradas pode ser um bom caminho. Dessa forma, a organização registra as soluções encontradas em situações similares e pode acessar o histórico quando for preciso.

Iniciativas como essa podem evitar retrabalho e perda de tempo da equipe, fazendo com que as pessoas sejam aproveitadas para atividades mais estratégicas e que exijam habilidades mais valorizadas.

Gerir o capital humano, portanto, é imprescindível para que se consiga extrair o máximo de qualidade possível desse conjunto de conhecimentos e competências nos trabalhos e investir na expansão de seu potencial para bom crescimento.

Como fazer uma boa gestão do capital humano nas organizações?

O RH tornou-se uma área estratégica. Nesse setor devem existir bons profissionais para identificar, adquirir, motivar e reter os melhores talentos. É sua função, também, proporcionar oportunidades de aprendizado que contribuam para o desenvolvimento contínuo de suas capacidades.

Esse processo começa quando as necessidades atuais dos profissionais e das empresas são corretamente identificadas. Se antes as pessoas desejavam ter um emprego para toda a vida, hoje elas valorizam as diversas experiências e o desenvolvimento de diferentes habilidades.

Os colaboradores enxergam as organizações com outro olhar. As consideram como uma possibilidade, mas não como a única. Da mesma forma, as empresas também mudaram seus critérios de exigências sobre o capital humano: elas querem muito mais do que um funcionário que cumpra suas tarefas no tempo planejado.

A ousadia, o espírito crítico e a capacidade de questionar e propor novos modelos são características apreciadas pelas corporações hoje. A atualidade exige que as instituições gerenciem suas pessoas com base naquilo que é valor para a sua própria história.

Uma pesquisa recente nos EUA mostrou que a área de RH possui maior nível educacional nas organizações. Isso mostra a exigência de um profissional bem preparado e com visão ampla de negócio, inovação e tecnologia.

Compreendendo este conceito, é possível fazer a gestão do capital humano com sucesso. Veja, abaixo, 4 passos para conseguir isso:

1 – Conheça bem as competências exigidas e o perfil dos colaboradores

gestão por competências ganhou muita importância. Desde o planejamento estratégico — no qual são definidas as competências organizacionais, as contratações, as avaliações de desempenho, os planos de desenvolvimento e processos de sucessão — as competências ajudam os gestores de RH a alinhar as ações do capital humano.

Para os líderes de equipes, elas auxiliam na delegação de tarefas de acordo com as afinidades e a experiência de cada funcionário. Isso contribui para impulsionar resultados mais rápidos e melhores, além de gerar funcionários satisfeitos, reduzindo índices de rotatividade.

Estude a implantação de ferramentas que ajudem a entender melhor o perfil do funcionário, fazendo um raio X de suas competências. Dessa forma, é possível atribuir funções mais apropriadas a cada um e investir em treinamentos específicos nas áreas com maior deficiência.

2 – Aposte em meios digitais, colaborativos e inovadores para capacitar

Crie uma cultura de aprendizagem e colaboração na sua empresa. Torne as iniciativas de gestão do conhecimento verdadeiras formas de impulsionar resultados (e não somente “esforços isolados” dentro da companhia).

É necessário investir em meios simples e fáceis para levar o conhecimento até os funcionários, de modo que eles possam aplicá-lo de imediato. Veja aqui um eBook gratuito que vai te ajudar a implementar a educação corporativa na organização.

Hoje, os profissionais demandam soluções mais criativas, baseadas em recursos visuais que permitam uma gestão da informação mais objetiva e imediata. Existem alternativas simples e gratuitas capazes de auxiliar nesse processo.

Estratégias, como a gamificação, estão sendo adotadas por muitas empresas que querem revolucionar a maneira de gerir seu capital humano.

A técnica trabalha as referências dos jogos, com regras, tempos e tarefas a serem cumpridas. Os colaboradores são estimulados a realizar suas tarefas do dia a dia como se estivessem em uma grande competição.

A dinâmica pode ser feita em uma grande plataforma digital ou até mesmo usando a ideia dos jogos de tabuleiro. O importante é criar novos caminhos para engajar a equipe de RH e mostrar que é possível desenvolver o trabalho de forma lúdica e divertida.
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3 – Tenha uma boa gestão de desempenho

Explore o uso de sistemas que permitam melhorar o acompanhamento das avaliações de desempenho dos funcionários.

Ao organizar históricos de desempenhos anteriores no cumprimento de determinadas metas, os gestores conseguem passar feedbacks mais precisos para as equipes e transformar os resultados em métricas que facilitem a tomada de decisões.

Muitas vezes, as empresas realizam avaliações de desempenho, mas não fazem a correta gestão dos dados obtidos. Não basta verificar a produtividade de cada colaborador e aferir seus pontos fortes e fracos.

É preciso trabalhar com foco nessa informação, de forma a tirar proveito dela.

Fazer o correto registro da avaliação é o começo do processo, mas ele deve ir além: é preciso permitir que um grande planejamento seja feito considerando esses aspectos e as diferentes necessidades em cada época.

Fazer uma leitura de contexto antes de implementar qualquer mudança baseada em gestão de desempenho é imprescindível. As necessidades de ontem certamente não são as de hoje e tampouco serão as de amanhã. É preciso adequar as ações para que elas realmente agreguem valor à organização.

4 – Conte com uma empresa especializada

Essa mudança cultural no RH e na forma de gerir o capital humano pode ser desafiadora. Por esse motivo, consultar uma empresa especializada pode ser de extrema valia para impulsionar seus negócios e ajudar na instauração da gestão de talentos.

Como resultado, você promoverá, com mais agilidade, o desenvolvimento para seus funcionários e melhores resultados para a organização.

A tecnologia é sempre um diferencial para engajar as gerações que estão chegando hoje às organizações. Ela auxilia, também, a ter um controle mais preciso dos resultados das ações.

As plataformas de HCM (Human Capital Management) disponíveis no mercado são aliadas estratégicas dos novos gestores de RH. É importante que você se atualize quanto às ferramentas que estão surgindo.

E então, viu só como é possível implementar algumas práticas que ajudarão na gestão do capital humano em sua empresa? Quer receber mais informações sobre o assunto? Assine a nossa newsletter e tenha acesso a outros conteúdos gratuitos!