Diante de um mercado cada vez mais dinâmico e exigente, as empresas são obrigadas a encontrar novas soluções que garantam a longevidade e o crescimento dos negócios. Neste sentido, o desenvolvimento de competências tem sido adotado por muitas organizações, que enxergam em seus profissionais um diferencial competitivo.

E o que é uma competência? Para Rabaglio, competência é um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos que permitem ao indivíduo desempenhar com eficácia determinadas tarefas.

É importante ressaltar também que através da gestão por competências a avaliação de desempenho de cada colaborador fica muito mais eficiente.

Uma gestão empenhada no desenvolvimento de competências está baseada na identificação e no gerenciamento das competências organizacionais e individuais mais relevantes para o sucesso da empresa. Paralelamente, encontra-se o alinhamento do perfil de seus colaboradores a essas expectativas e necessidades.

O papel do colaborador e suas competências

Como você viu logo acima, existe uma relação entre desenvolvimento de competências e diferencial competitivo. Você sabe qual é?

É essencial perceber que as competências do colaborador são, por analogia, as qualidades da empresa. É impossível ter um negócio conhecido por sua agilidade na produção e entrega se os colaboradores não apresentam agilidade em suas tarefas individuais e coletivas, por menores que sejam. É impossível ter um negócio famoso pela excelência no atendimento ao cliente se os colaboradores não possuem boa comunicação e empatia.

Em resumo, como afirma Tanmay Vora, autor de livros sobre liderança: “uma equipe é tão boa quanto as pessoas que a compõem”. Portanto, ao cultivar as competências dos colaboradores você está também cultivando a imagem que se formará sobre o próprio negócio. E isso gera um diferencial — uma vantagem sobre os outros competidores do mercado.

Outro ponto que merece destaque é que, quando existe uma política consistente de desenvolvimento de competências, isso facilita a manutenção da qualidade mesmo quando o negócio começa a se expandir. Para entender melhor, considere uma situação hipotética.

Uma empresa pequena tem colaboradores que não são muito competentes no uso de tecnologias para a produtividade. Não sabem, por exemplo, usar uma planilha do Excel ou um sistema informatizado de gestão.

Enquanto a empresa mantém um porte reduzido, isso pode ser contornado usando métodos analógicos. Porém, conforme a empresa cresce, será inviável fazer controles financeiros ou registro de clientes à mão. Assim, cultivar a competência dos colaboradores no uso de tecnologias é necessário para manter os processos funcionando mesmo em maior escala.
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Os benefícios do desenvolvimento de competências

A gestão com foco no desenvolvimento de competências é capaz de trazer diversos benefícios para a empresa. Em especial, podemos citar o aumento da produtividade, já que os colaboradores conseguirão executar suas tarefas de maneira mais rápida e com mais qualidade.

Através da identificação das necessidades reais de treinamento, é possível estabelecer programas de capacitação verdadeiramente eficientes, que consideram também os valores e objetivos corporativos.

Em outras palavras, um programa de capacitação só pode ser considerado eficiente quando ele colabora com as metas do negócio. Do contrário, existe uma falta de alinhamento estratégico. Nenhum treinamento pode focar apenas no benefício ao colaborador, ou não haverá retorno sobre o investimento feito para sua realização.

Além disso, a gestão por competências também:

  • incentiva os gestores a utilizarem práticas de reconhecimento e valorização do indivíduo;
  • garante uma avaliação de desempenho mais acertada;
  • explora as potencialidades de todos os colaboradores;
  • favorece a retenção de talentos.

Impactos positivos também podem ser percebidos em alguns indicadores, como nas taxas de absenteísmo e rotatividade, diminuindo assim prejuízos e despesas desnecessárias.

Várias empresas já adotaram esse modelo. As pioneiras no Brasil foram Unilever, Siemens, Nestlé, Monsanto, Avon, Citibank e Itaú, apenas para citar algumas.

Depois vieram muitas outras, como a Magazine Luiza, a Bosch e Fiat, comprovando que as práticas para o desenvolvimento de competências podem ser implementadas, independentemente do segmento ou das peculiaridades do negócio.

As competências mais requisitadas pelas empresas

Quando pensamos nas características que uma empresa deseja de seus colaboradores, em geral lembramos de itens como educação formal ou experiência de trabalho. No entanto, além dessas características objetivas existem outras também muito importantes. Confira agora quais as competências profissionais mais requisitadas:

1. Visão estratégica

O profissional deve conhecer o negócio, compreender o mercado, a concorrência, os produtos e serviços, as novas tecnologias, enxergar oportunidades e encontrar soluções criativas para desafios atuais. Essa visão estratégica é determinante para uma carreira bem-sucedida.

2. Relacionamento interpessoal

Uma competência comportamental necessária é a capacidade de construir bons relacionamentos, seja com colegas, parceiros ou superiores. Empatia, humildade, persuasão e espírito de equipe são essenciais para a construção desta competência.

3. Aprendizado contínuo

O conhecimento técnico não pode ser negligenciado. Assim, o profissional deve investir no aprendizado contínuo, através de cursos de especialização, MBAs ou pós-graduação. A participação em grupos de discussão e eventos da área de atuação também favorece a atualização e o networking.
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4. Automotivação

A automotivação é outra competência bastante requisitada e está relacionada com a resiliência, a persistência e com o entusiasmo. O profissional que é capaz de se automotivar possui um compromisso com a sua carreira e com o atingimento de suas metas.

5. Equilíbrio emocional

No ambiente corporativo, é importante saber administrar emoções. É preciso não se abalar com as pressões e dificuldades do dia a dia. Muitas empresas já incluíram nos processos seletivos simulados que colocam os candidatos em condições extremas, exatamente para observar as reações e comportamentos.

6. Inventividade

A capacidade de inovar está entre as competências mais procuradas pelo mercado. O profissional capaz de encontrar novas respostas demonstra, além de conhecimento, capacidade de enxergar outras opções. Esses profissionais costumam ser curiosos, questionadores e estão sempre em busca de possibilidades, garantindo assim a própria competitividade das empresas.

Próximos passos

Fica evidente que tanto as empresas quanto os colaboradores devem se dedicar ao desenvolvimento de competências. Somente desta maneira, é possível assegurar o alinhamento entre o perfil do profissional e as demandas da organização. E esse alinhamento é indispensável para a conquista de resultados realmente significativos.

Se sua empresa ainda não tem um modelo de avaliação de competências e desempenho, clique na imagem abaixo e faça download gratuito da planilha da Impulse. Com ela, você terá uma ferramenta para realizar o desenvolvimento de competências de maneira mais acertada.

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